Sou do tipo que se engasga com palavras entaladas na garganta, que desabafa com lágrimas e tintas manchando o papel.
Sou dessas que preferem calar, que preferem economizar frases ditas a luz do dia, sou dessas tímidas. Das que questionam mas não discutem, das que pensam em extremo silêncio interior. Reservada e introspectiva, prefiro o recanto do lar, comida caseira e filme no sofá. Meus sonhos… eu os poderia resumir em duas palavras e mesmo assim não caberiam dentro de uma caixa, grandes e simples vontades que extrapolaram os limites do travesseiro.
Eu sou pedaço de mim que ainda não conheço e muito menos entendo, escrevo a bagunça que arrumei nas gavetas do meu ser. A imaginação desorganizada ponto a ponto, marcando épocas, evoluindo e caminhando junto a mim, agora dividida e divulgada com alheios que não conheço. Medo de errar e decepcionar, sem depois ter a chance de me redimir.
Quando escrevo prefiro não ter identidade para poder ser quem eu quiser.
Digo de antemão que sou simples escrivã de vossas vontades, pedidos e sugestões serão sempre bem aceitas, assim como reclamações e críticas (construtivas).

