
Sexta feira à noite, nenhum bar interessante para ir naquela cidade, a cerveja no mercado era mesmo mais barata e já fazia algum tempo que as 3 amigas não se reuniam para jogar conversa fora enquanto ficavam bêbadas e caiam no sono. Essa foi a conversa de quinta quando as 3 se encontraram para decidir o que fazer de seus tédios. O encontro foi marcado na casa da que morava mais perto do mercado, caso a bebida acabasse, e também porque era a única das três que morava sozinha e podia receber visitas sem incomodar ninguém.
A sexta-feira passou voando e a jovem que receberia suas amigas se viu correndo entre a multidão que saia do trabalho para poder chegar a tempo de arrumar a bagunça que transparecia aos olhos, tirar o pó que se via a olho nu, correu para arrumar já as camas que dormiriam porque sabia que depois, na madrugada, ninguém ia querer, nem ao menos conseguir arrumar um canto pra dormir e sobraria sua cama de casal para as três, com o pensamento convicto que em sua cama só dormem duas pessoas, e como ela era solteira só dorme uma mesmo, arrumou o sofá e deixou um colchonete preparado. Depois de uns 30 minutos correndo para lá e para cá a casa finalmente parecia habitável e mesmo com mais duas camas improvisadas a casa parecia estar um pouco maior. Tomou um banho quente e se arrumou para ir ao mercado, passou correndo pelo sofá em direção a porta para não cair na tentação de ali mesmo ficar.
Como o combinado ela não comprou bebidas, somente comidas para se beliscar como amendoim e azeitona, coisas para amenizar o efeito do álcool no organismo, gostou de ficar com essa parte porque assim pôde escolher tudo com segundo seu próprio gosto e vontade. Ao chegar em casa se depara com uma das amigas sentada no portão, com uma bolsa de gelo na mão, ao vê-la abre um grande sorriso e agradece ironicamente por a ter deixado com o gelo derretendo do lado de fora. A tímida jovem, abrindo a porta para que a outra fosse correndo por tudo no congelador, pergunta sobre o paradeiro da outra que já estava a ponto de se atrasar, o que não era assim grande novidade, e a outra olhando, dentro dos olhos da amiga, de rabo de olho pelo canto da porta disse com exatas palavras: “Para nos deixar a sós ué, por que mais seria?!”. A anfitriã gelou por dentro e deixou que toda sua timidez a engolisse de dentro para fora e foi incapaz de encarar a amiga que entrava na sala tirando baralho e fichas de Poker da bolsa, e como se o comentário tivesse sido totalmente banal continuou a frase: “Ela deve estar é fugindo do trabalho de arrumar tudo aqui, ou deve estar presa na fila de algum caixa. Vou ligar pra ela.”. Sentiu-se confusa e ainda muito tímida e envergonhada, começou a arrumar a mesa para o jogo e se sentiu extremamente aliviada quando a campainha tocou ao ritmo da música de moda indicando que a amiga das bebidas havia chegado. Essa era a mais tagarela e logo a TV teve que ser desligada para que pudesse contar suas historias, a maioria delas sobre ilusões e desilusões amorosas do trabalho ou da faculdade ou até mesmo piadas que encontrava na internet.
A noite foi passando pouco a pouco de acordo com a intensidade da conversa e o esgotamento das bebidas, as vozes foram ficando mais altas e as risadas mais escandalosas, de nada adiantou a azeitona no centro da mesa e o saco de amendoim do lado, nada adiantou a toalha manchada de uva, o álcool foi mais forte mesmo e agora o banheiro estava sendo bastante cogitado. No Poker foi mesmo uma proeza, foi a única vez em que todas tinham perdido todas as fichas, acabaram o jogo considerando um empate de perda. Quando o sol deu sinais que ia começar a aparecer elas finalmente resolveram ir dormir. Como boa anfitriã perguntou onde cada uma queria dormir, e sua “ice friend” aproveitou a pergunta para falar que era lógico que ela queria dormir na cama e que a outra que dormisse no sofá, a jovem então foi em direção ao quarto para pegar seu travesseiro para dormir na sala com sua outra amiga, quando se virou para sair do quarto deu de cara com sua amiga que já indo deitar na cama, levou o susto do ano, se esquivou para passar pelo espaço entre a amiga e a parede para ir para a sala, mas ao passar a amiga a segurou pelo braço e falou: “Aonde você vai? Essa é sua cama.” Falou que ia dormir na sala para que ela ficasse mais a vontade, ela respondeu que não estava com sono e queria companhia até que fosse dia. Sentiu a pulga pular atrás da orelha, pensou no comentário de mais cedo, mas mesmo assim concordou em deitar com ela até o sol nascer. Não sabia se era seu inconsciente ou a bebida que tinha tomado essa decisão, uma coisa era certa, não tinha sido ela. Jogou o travesseiro na cama e foi ate o outro cômodo para falar com a outra amiga, o que não foi possível porque ela já estava até roncando no sofá. Apagou as luzes e voltou já de dentes escovados e roupa trocada, deitou no espaço ao lado da amiga e a olhou nos olhos e falou: “Esse é o meu lado da cama, dá pra você trocar comigo?” riu do próprio comentário junto com a amiga que respondeu resmungando ironicamente: “ainda tem isso? Não sei pra que se daqui a pouco você vai estar de cabeça pra baixo mesmo.”. Ai veio outro comentário constrangedor.
A luz apagada e a janela meio aberta que deixava o sol que nascia fornecer a única e pouca iluminação do quarto deu clima romântico de filme americano, mas as duas sabiam que não era bem assim que funcionava. A jovem que já tinha reconquistado seu lado da cama indagou um beijo de boa noite na amiga e recebeu um beijo no canto da boca e outro selinho o que premeditou um longo beijo. Ao terminar o que parecia óbvio desde o começo da noite ela virou pegou um papel na cabeceira da cama e perguntou se amanhã a outra estaria livre, e num tom meio comédia e brincadeira mútua, elas trocaram telefones (como se tivessem acabado de se conhecer) escreveram com batom os números tortos e guardaram na carteira. E em um súbito instante os sorrisos sumiram e a seriedade voltou ao rosto das duas, acariciando o rosto, a amiga disse, em quase sussurros: ”Agora dorme e sonha comigo porque se tiver que acontecer alguma coisa entre nós, o que eu quero realmente que aconteça, eu quero que lembremos no dia seguinte.”
Quando a luz tomou conta total do quarto as amigas acordaram e escutaram alguém reclamando na cozinha, alguma coisa a ver com dores de cabeça e sede, ignoraram. A jovem olhou pro lado e ao ver a carteira aberta com a mancha de batom, virou-se para a amiga e disse: “Hey estranha, eu acho que eu tenho o seu telefone, que tal a gente marcar alguma coisa?” e teve como resposta: “Hey estranha, que tal essa noite nessa mesma cama?”, sorriram e levantaram juntas a socorro da amiga reclamona, as duas levantaram já de encontro marcado.
A sexta-feira passou voando e a jovem que receberia suas amigas se viu correndo entre a multidão que saia do trabalho para poder chegar a tempo de arrumar a bagunça que transparecia aos olhos, tirar o pó que se via a olho nu, correu para arrumar já as camas que dormiriam porque sabia que depois, na madrugada, ninguém ia querer, nem ao menos conseguir arrumar um canto pra dormir e sobraria sua cama de casal para as três, com o pensamento convicto que em sua cama só dormem duas pessoas, e como ela era solteira só dorme uma mesmo, arrumou o sofá e deixou um colchonete preparado. Depois de uns 30 minutos correndo para lá e para cá a casa finalmente parecia habitável e mesmo com mais duas camas improvisadas a casa parecia estar um pouco maior. Tomou um banho quente e se arrumou para ir ao mercado, passou correndo pelo sofá em direção a porta para não cair na tentação de ali mesmo ficar.
Como o combinado ela não comprou bebidas, somente comidas para se beliscar como amendoim e azeitona, coisas para amenizar o efeito do álcool no organismo, gostou de ficar com essa parte porque assim pôde escolher tudo com segundo seu próprio gosto e vontade. Ao chegar em casa se depara com uma das amigas sentada no portão, com uma bolsa de gelo na mão, ao vê-la abre um grande sorriso e agradece ironicamente por a ter deixado com o gelo derretendo do lado de fora. A tímida jovem, abrindo a porta para que a outra fosse correndo por tudo no congelador, pergunta sobre o paradeiro da outra que já estava a ponto de se atrasar, o que não era assim grande novidade, e a outra olhando, dentro dos olhos da amiga, de rabo de olho pelo canto da porta disse com exatas palavras: “Para nos deixar a sós ué, por que mais seria?!”. A anfitriã gelou por dentro e deixou que toda sua timidez a engolisse de dentro para fora e foi incapaz de encarar a amiga que entrava na sala tirando baralho e fichas de Poker da bolsa, e como se o comentário tivesse sido totalmente banal continuou a frase: “Ela deve estar é fugindo do trabalho de arrumar tudo aqui, ou deve estar presa na fila de algum caixa. Vou ligar pra ela.”. Sentiu-se confusa e ainda muito tímida e envergonhada, começou a arrumar a mesa para o jogo e se sentiu extremamente aliviada quando a campainha tocou ao ritmo da música de moda indicando que a amiga das bebidas havia chegado. Essa era a mais tagarela e logo a TV teve que ser desligada para que pudesse contar suas historias, a maioria delas sobre ilusões e desilusões amorosas do trabalho ou da faculdade ou até mesmo piadas que encontrava na internet.
A noite foi passando pouco a pouco de acordo com a intensidade da conversa e o esgotamento das bebidas, as vozes foram ficando mais altas e as risadas mais escandalosas, de nada adiantou a azeitona no centro da mesa e o saco de amendoim do lado, nada adiantou a toalha manchada de uva, o álcool foi mais forte mesmo e agora o banheiro estava sendo bastante cogitado. No Poker foi mesmo uma proeza, foi a única vez em que todas tinham perdido todas as fichas, acabaram o jogo considerando um empate de perda. Quando o sol deu sinais que ia começar a aparecer elas finalmente resolveram ir dormir. Como boa anfitriã perguntou onde cada uma queria dormir, e sua “ice friend” aproveitou a pergunta para falar que era lógico que ela queria dormir na cama e que a outra que dormisse no sofá, a jovem então foi em direção ao quarto para pegar seu travesseiro para dormir na sala com sua outra amiga, quando se virou para sair do quarto deu de cara com sua amiga que já indo deitar na cama, levou o susto do ano, se esquivou para passar pelo espaço entre a amiga e a parede para ir para a sala, mas ao passar a amiga a segurou pelo braço e falou: “Aonde você vai? Essa é sua cama.” Falou que ia dormir na sala para que ela ficasse mais a vontade, ela respondeu que não estava com sono e queria companhia até que fosse dia. Sentiu a pulga pular atrás da orelha, pensou no comentário de mais cedo, mas mesmo assim concordou em deitar com ela até o sol nascer. Não sabia se era seu inconsciente ou a bebida que tinha tomado essa decisão, uma coisa era certa, não tinha sido ela. Jogou o travesseiro na cama e foi ate o outro cômodo para falar com a outra amiga, o que não foi possível porque ela já estava até roncando no sofá. Apagou as luzes e voltou já de dentes escovados e roupa trocada, deitou no espaço ao lado da amiga e a olhou nos olhos e falou: “Esse é o meu lado da cama, dá pra você trocar comigo?” riu do próprio comentário junto com a amiga que respondeu resmungando ironicamente: “ainda tem isso? Não sei pra que se daqui a pouco você vai estar de cabeça pra baixo mesmo.”. Ai veio outro comentário constrangedor.
A luz apagada e a janela meio aberta que deixava o sol que nascia fornecer a única e pouca iluminação do quarto deu clima romântico de filme americano, mas as duas sabiam que não era bem assim que funcionava. A jovem que já tinha reconquistado seu lado da cama indagou um beijo de boa noite na amiga e recebeu um beijo no canto da boca e outro selinho o que premeditou um longo beijo. Ao terminar o que parecia óbvio desde o começo da noite ela virou pegou um papel na cabeceira da cama e perguntou se amanhã a outra estaria livre, e num tom meio comédia e brincadeira mútua, elas trocaram telefones (como se tivessem acabado de se conhecer) escreveram com batom os números tortos e guardaram na carteira. E em um súbito instante os sorrisos sumiram e a seriedade voltou ao rosto das duas, acariciando o rosto, a amiga disse, em quase sussurros: ”Agora dorme e sonha comigo porque se tiver que acontecer alguma coisa entre nós, o que eu quero realmente que aconteça, eu quero que lembremos no dia seguinte.”
Quando a luz tomou conta total do quarto as amigas acordaram e escutaram alguém reclamando na cozinha, alguma coisa a ver com dores de cabeça e sede, ignoraram. A jovem olhou pro lado e ao ver a carteira aberta com a mancha de batom, virou-se para a amiga e disse: “Hey estranha, eu acho que eu tenho o seu telefone, que tal a gente marcar alguma coisa?” e teve como resposta: “Hey estranha, que tal essa noite nessa mesma cama?”, sorriram e levantaram juntas a socorro da amiga reclamona, as duas levantaram já de encontro marcado.
20 comentários:
Ai.. amei! rs Super espertinha essa amiga!
hey estranha eh o melhor! rs =D
E como sera o proximo encontro? rs =x
n2
ADOREIII,
alias sempre adoro teus contos,
parabens!!!
colééégaa, que amiiiga esperta \o/
AUSHJIAUSHIAUHSIAUSHIAS,
boom, um post maravilhoso como os outros, parabens *O*~
Well, eu faria o mesmo com uma das minhas melhores amigas... mas ela tem namorado! Ah, se ela me desse mole!
Otimo texto
já vivi uma situação parecida
como este seu conto
muito bom seu novo texto parabens
Sempre me surpreendendo *.*
Adorei seu jeito de escrever,..parabens!
Ah, conto muito bom! Adoro tudo que você escreve!
Ei, maravilhoso, parabéns, poemas perfeitos *-*
vc escreve perfeitamente bem.
bom, vc poderia visitar o meu, .humpoucodemim.blogspot.com
bom, vc me ajudou um pouco a faze-lo :D, bye
Achei o Blog por acaso e fiquei fascinada com sua criatividade e linguagem. Sua forma subjetiva porém real de colocar as palavras é incrivel! Suas histórias tem um sentimentalismo que mexe com qualquer um...
Parabéns
Perfeito! mto bom msmo! parabéns!
Adorei
Guria, tô com um blog parecido com esse. Eu já postava no fotolog a minha história, só vou transcrevê-la pro blog. Se vc quiser passar e dar uma olhadinha, fica à vontade. Tô te seguindo aqui, seu blog é mto legal. Beijos!
Pessoa!!POste algo pô rs!Quero ler!!!!!
BeijoO*
=D
Nanné, vc faz mágica com as palavrás!
É sério!
PS: o início da história me parece familiar!
Beijão amore, até janeiro! ;)
Bem ler post's do tamanho dos seus só se for muito bom...e li, e é bom
Parabéns menina!!
http://lescity.blogspot.com
Ahh, ela nos abandonou! =(
Saudades dos teus post, amigs! comofas? ><
adorei..mas iria adorar mais c descobri-se o resto da historia...ja pensou em escrever um livro cm essa historia? concerteza eu iria comprar. Parabens.
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