Há 3 anos conheci uma princesa, sim, uma princesa de verdade! Encontrei-a em plena primavera de uma pequena cidade do interior do estado do Rio de Janeiro. Você deve estar se perguntando a data exata deste documento e que aula de história você faltou que não se lembra de nenhuma cidade que tenha tido uma princesa, pois acalme-se que já vou explicar.
Essa princesa, – que gosto de chamar de minha – a minha princesa, é sim uma princesa de verdade, entretanto nasceu no tempo errado. Minha pequena princesa nasceu no ano de 1988, já era tarde demais para sustentar uma coroa, o mundo que nasceu antes dela sucumbiu o seu poder, mas deixou um pequeno bilhete dizendo “bem-vinda princesa” e assim começou seu singelo reinado.
Pouco sei sobre sua infância, não sei nada além de algumas desavensas com médicos e algumas crianças que estudavam com ela; o que sei, de mais relevante e respeitável, de esta época de colégio religioso é o inicio de grandes e verdadeiras amizades, amizades que seguem sólidas e firmes até hoje. Minha princesa, sem saber que era uma princesa, construiu, com amizades, seu castelo, tão sólido e forte que nem novos Hitlers ou novos Napoleões conseguiriam derruba-lo com seus exércitos.
Cresceu em uma família que está dentro dos padrões “normais” da sociedade atual brasileira, seus pais, um exemplo de companheirismo a ser seguido, lhe deram e lhe dão o melhor possível e provável, para que tenha uma boa educação e uma vida confortável. No verão vai com seus pais e irmãos para uma cidade tranquila, que ainda está em processo de desenvolvimento no litoral do estado para desfrutar da praia e do sol, ainda que seja só por algumas semanas, sei que o andar descalço na areia numa noite de verão lhe faz bem.
Apesar dela ser uma princesa, sua família está bem longe de representar alguma monarquia, o senhor seu pai não é nenhum rei e a senhora sua mae não é rainha, seus irmãos tampouco são príncipes, são representantes da burguesia globalizada do século XXI, só ela… só ela, dentro daquela família, nasceu brilhando mais forte que o mundo, seus olhos de cores indefinidas levam seus segredos que eu tive o prazer de descubrir a 3 anos atrás.
Uma princesa simples que sabe sorrir e sabe chorar, e não tem vergonha de nenhum dos dois; de pura alma, sabe olhar dentro dos olhos de cada um que lhe dirige a palavra e ver a bondade e a maldade que cada um leva dentro de si. Acredita no amor e na felicidade, sempre quer voar bem alto, mas sempre leva consigo um pedaço importante da realidade.
Minha princesa é uma amante da arte e da cultura, dessas que ,a muito, já não se vê, dessas que entram dentro de um ônibus ás 2 da tarde de uma terça-feira e enfrentam uma viagem para as entranhas de cidades importantes do passado – pasado que deveria ter sido seu palco – só para sentir a energia de uma sala de reuniões do I reinado. Princesa de carne e osso, amante da música , sente seu coração bater no ritmo de suas canções preferidas mesmo quando estão tocando num rádinho de pilha durante seu banho diário. Se deslumbra com o que vê nos cinemas e na televisão, mas o que a impressiona de verdade é o que vê na rua, o que encontra dentro da sua própria rotina.
Eu poderia ficar aqui escrevendo inúmeras qualidades mais, mas agora é preciso chegar no ano de 2005, ou seja, 3 anos atrás.
Eu, uma simples plebéia, fui oficialmente colocada, posta, admitida, introduzida, jogada – podem chamar como quiser, isso , para mim, pouco importa, o importante foi depois que eu já estava dentro, lá dentro – no coração dela.
Foi incrível e, ao mesmo tempo, estranho; não sei como sai do meu pequeno e medíocre mundinho particular e apareci em seus braços, lembro-me somente de sentir seus braços me envolvendo e escutar sua voz, aquelas doces palavras soaram como música em meus ouvidos tímidos. Não sei quais foram suas palavras exatas, ditas única e exclusivamente para mim, mas sei que depois destas poucas palavras recebi o melhor beijo do mundo, sentia minhas bases tremerem, é certo dizer que se eu não estivesse deitada naquele momento, eu teria caído.
Depois daquele beijo voltei para o meu mundinho privado tentando acreditar nos fatos reais que me tinham ocorrido, só me dei conta da veracidade deste beijo no meu longo caminho para a casa, enquanto caminhava reparei na primavera que me rodeava e no perfume das flores recém-nascidas, foi a primeira vez que vi a primavera tal como é, ali foi a primeira vez que vi a imensidão de cores fortes e brilhantes que o mundo tem! Sei que as estrelas eram as mesmas de sempre, mas para mim, naquela noite, elas brilhavam com mais força, talvez elas estivessem sorrindo comigo.
Não entendia como aquele beijo conseguiu me transformar tão rápido, tão inesperadamente minha vida estava de cabeça para baixo, mas confesso que ver o mundo de outra perspectiva, ainda que meu sangue não fluísse muito bem nesta posição, me fez muito bem. Fiquei alguns dias sem encontrá-la, tinha medo, insegurança, queria mais e não sabia se esse sentimento era mútuo entre nós duas; até que foi inevitável, eu tinha que vê-la, com medo ou sem, eu tinha que vê-la. Três ou quatro dias depois, lá estava eu, sentada na porta de um pequeno centro comercial esperando minha princesa, que ainda não era minha, meus sábios pés controlaram a vontade que eu tinha de levantar e sair correndo, o mundo gritava ao meu redor mas eu só escutava o tic-tac do relógio, o tic-tac logo sumiu… lá estava ela vindo, ignorando meio mundo, sorrindo só para mim, Ahhh… aquele sorriso inocente… Aquele sorriso foi uma jura de amor eterno.
Ela me transformou em sua princesa, fizemos do mundo o nosso reino, nossa data é a primavera; me apaixono todos os dias por aquele mesmo sorriso de 2005, necessito a cada dia doses de beijos e abraços, e, ás vezes, tenho que me beliscar para ter certeza que não é um sonho e surpreendo porque, ao invés de despertar, sinto a dor do beliscão.
Sou muito feliz, afortunadamente feliz, sentimento de poucos que eu desejo para todos.
Já fazem 3 anos, meu mundinho privado já não é mais tão privado assim, o abri para uma princesa, uma princesa de verdade, uma princesa que transformou o singular dos meus planos e sonhos em plural mas manteve em “1ª pessoa”.
Tenho o prazer de chamar de minha a princesa que, as vezes se faz de boba da corte para me arrancar um sorriso nos dias tristes, que não tem medo da chuva e nem do escuro, que enfrenta tudo para me fazer feliz.
Aquele sorriso que levava, consigo, uma jura de amor eterno era o amor se abrindo para mim, e para você que fala que 3 anos não é uma eternidade, eu falo: não, 3 anos não é uma eternidade, mas é o começo de uma…
Minha princesa, chegou a primavera, vem comigo começar o nosso jardim. Te Amo.
De: Sua princesa
Para: Minha princesa.


17 comentários:
super fofo!
De longe é o texto que eu mais gosto.
te amo
Adorei este texto, mesmo..
É uma linda história e um lindo amor. Muitas felicidades! E continua com os bons posts *
mt bom
Lindas palavras como sempre *.*
lindo como sempre, eu escrevo também e depois q comecei a freguentar o seu blog tive novas ideias para criar os meus poemas, seus textos são lindos e perfeitos adoro mto .
Sua princesa é alguém de muita sorte! E você, pelo visto, também!
olha eu ak ne novo só para desmanchar elogios a você mais uma vez parabéns espero achar alguém q eu possa chamar de minha princesa tbm rsss
Eu tb tenho a minha princesa =D
e é incrivel como a historia cabe a ela.. porem.. se fosse no interior de sampa
˜xD
Nossa que lindoo.! eu ja li e reli varios textos , cada vez eles fazem mais sentido pra mim.! parabens .. =D
Não deixe suas crianças tanto tempo a sua espera! =D Saudades de tuas histórias!
concordo
amo todos os seus textos
n2
*o*
outra história linda!
parabéns!!!
adorei esta pq me fez lembrar da minha princesa tbm.
bjus...
Me indicaram esse blog eu não sou muito fã mas, parabéns, os texto são timos, esse é maravilso. Boa sorte e continue com suas belas palavras.
Engraçado a data ser a primavera e mais ainda vc ter uma princesa...
Sabia que eu tb tenho e também a conheci em 2005.
No blog do qual estou seguindo escrevo minhas declarações para minha princesinha...
*--*
Postar um comentário