
Todos os dias tomando o mesmo caminho tantas vezes seguido, pelas mesmas ruas de pedras antigas, sempre cumprimentando a mesma menina. Em dias de chuva se debruçava na janela, em dias de sol se sentava no muro da entrada e me esperava. E eu passava todos os dias por esse mesmo caminho por causa daquela menina. Meu caminho não tinha nenhum final, nenhum destino pré-determinado cautelosamente no aconchego de casa, meu caminho era definido somente pelo seu meio caminho, não era necessário o tocar de um despertador pra todos os dias, na hora do sol nascente, eu saltar da cama e ir ao encontro daquela menina.
Todos os dias acumulando coragem pelo caminho para falar alguma coisa talvez um poema decorado, uma canção meio cantada, uma simples palavra. Todos os dias a imagem daquela menina me tremia as pernas e me tirava as palavras, me faltava o ar, e tudo depois daquela imagem era produto do subconsciente desconhecido que as vezes me levava de volta pra casa mesmo sem saber muito bem o caminho, outras me deixava vagando por essa cidade até que eu pudesse recuperar o sentido de realidade.
Minha dúvida maior era se ela estava ali, naquela janela, somente de passagem ou estava realmente a me esperar, a minha certeza maior era olhar aquele olhar que ria pra mim a cada passo meu que se aproxima e a cada passo meu que abandona seu jardim.
Não sabia seu nome, sua idade, e nunca tentei arriscar porque sei que quando a oportunidade e o acaso permitirem ela vai me dizer, vai revelar seu particular, vai expor seus sentimentos e perguntar sobre os meus. Espero ter capacidade de me manter sóbria e não desabar ante seu pequeno corpo seguro e seu olhar confiante.
Meu psiquiatra dizia que os sintomas eram claros e que a doença não tem cura, era amor com um toque de paixão crônica, e o remédio receitado era mesmo pra atacar a única coisa que se podia remediar, a dependência e o medo de arriscar, que me entupia o sistema respiratório e o nervoso nas noites em que, afortunadamente, conseguia dormir e por insistência, ela continuava ali, em toda imagem imaginaria dentro de mim, em momentos de distração e de sonho.
Mas eu tinha me decidido que viveria com ela, então me tranquei em casa e não saí em minha caminhada diária, não fui mais no consultório branco e o remédio joguei no lixo naquela mesma manhã, viveríamos eu e ela naquela casa vazia, dentro do meu pensamento. Já faz uma semana que estou em esta condição de abstinência, achando que estava totalmente esquecida até escutar a campainha, era minha mãe, não queria falar com ninguém, mas ela insistiu. A notícia da vez, depois, claro, do interrogatório habitual, era que eu tinha que voltar para o meu caminho tantas vezes seguido, por aquelas ruas de pedras desgastadas. Perguntei o porquê, ela respondeu “toda a cidade está comentando de um desespero de uma tal menina que sente saudade de outra tal menina que passava a cumprimentar.“ curiosa perguntei como se sabia que era eu, e a resposta obtida foi que não se sabia mas se supõe que uma pessoa que some se encaixa perfeitamente com outra que sente saudade.
Sem esperar fui caminhar cheia de coragem pra declamar e cantar o que tanto decorei, perguntar seu nome, sua idade. Fui com a esperança de um convite para entrar.
Todos os dias acumulando coragem pelo caminho para falar alguma coisa talvez um poema decorado, uma canção meio cantada, uma simples palavra. Todos os dias a imagem daquela menina me tremia as pernas e me tirava as palavras, me faltava o ar, e tudo depois daquela imagem era produto do subconsciente desconhecido que as vezes me levava de volta pra casa mesmo sem saber muito bem o caminho, outras me deixava vagando por essa cidade até que eu pudesse recuperar o sentido de realidade.
Minha dúvida maior era se ela estava ali, naquela janela, somente de passagem ou estava realmente a me esperar, a minha certeza maior era olhar aquele olhar que ria pra mim a cada passo meu que se aproxima e a cada passo meu que abandona seu jardim.
Não sabia seu nome, sua idade, e nunca tentei arriscar porque sei que quando a oportunidade e o acaso permitirem ela vai me dizer, vai revelar seu particular, vai expor seus sentimentos e perguntar sobre os meus. Espero ter capacidade de me manter sóbria e não desabar ante seu pequeno corpo seguro e seu olhar confiante.
Meu psiquiatra dizia que os sintomas eram claros e que a doença não tem cura, era amor com um toque de paixão crônica, e o remédio receitado era mesmo pra atacar a única coisa que se podia remediar, a dependência e o medo de arriscar, que me entupia o sistema respiratório e o nervoso nas noites em que, afortunadamente, conseguia dormir e por insistência, ela continuava ali, em toda imagem imaginaria dentro de mim, em momentos de distração e de sonho.
Mas eu tinha me decidido que viveria com ela, então me tranquei em casa e não saí em minha caminhada diária, não fui mais no consultório branco e o remédio joguei no lixo naquela mesma manhã, viveríamos eu e ela naquela casa vazia, dentro do meu pensamento. Já faz uma semana que estou em esta condição de abstinência, achando que estava totalmente esquecida até escutar a campainha, era minha mãe, não queria falar com ninguém, mas ela insistiu. A notícia da vez, depois, claro, do interrogatório habitual, era que eu tinha que voltar para o meu caminho tantas vezes seguido, por aquelas ruas de pedras desgastadas. Perguntei o porquê, ela respondeu “toda a cidade está comentando de um desespero de uma tal menina que sente saudade de outra tal menina que passava a cumprimentar.“ curiosa perguntei como se sabia que era eu, e a resposta obtida foi que não se sabia mas se supõe que uma pessoa que some se encaixa perfeitamente com outra que sente saudade.
Sem esperar fui caminhar cheia de coragem pra declamar e cantar o que tanto decorei, perguntar seu nome, sua idade. Fui com a esperança de um convite para entrar.


31 comentários:
Que super fofinho linda!
"uma pessoa que some se encaixa perfeitamente com outra que sente saudade."
acho que disse a gente entende um pouquinho neh?
te amo muito amor
saudadezinha
n2
Putz.. eu te conheço.
Mas não lembro de onde...
=/
Muito bom! Você esta de parabens... escreve muito.
Uau, você escreve muuuito bem!
p.s.: Da vontade da continuidade deste conto! "/
*-*UaL.O Blog está fantástico!Eu ameiii*-*Parabééns pelos textos*-*sou sua seguidora*-*
adooreii..mtuu bom!!
Parabéns!
Escreve muito...
eu estou ...sem palavras...
MUITO BOM...muito lindo
amei...
ja sou sua fã...rs
"porque sei que quando a oportunidade e o acaso permitirem ela vai me dizer"
Parabns.
aaa super fofo!
=}
comecei ler hj seus textos..
PARABENS!! vc escreve mtooo bem..
Lindoo
bjos
meu deus, escreva uma continuacao porfavor!!!
totalmente lindo
estou sem palavras para expresar
o que li agora
foi completamente perfeitoh
meu deus, escreva uma continuacao porfavor!!! (2)
gostei muuuuuuito!
nossa...perfeito *---*
parabens!
muir bien
nossa maravilhoso... virei sua fã... ameeei mesmo
Muito bom. Entoxicante.
"Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial." (Virginia Woolf)
SARAAAAAAAAAAAAAAAAA VOU MORRER SUFOCADA..SE Ñ FALAR NADA DO Q SINTOOOOOOOOOOOOO
nossaa!!!!!!!!
amei lindooo d++
parabens nina
meu deus, escreva uma continuacao porfavor!!! (2)
it´s the most prettiest story that i´ve ever read.
i´m in a terrible moment and this give me hope.
congratulations
really
faz um tempo q não venho ler seus textos
em parte me arrependo de ter ficado ausente por tanto tempo
entretanto, fico feliz pq parece que está escrevendo cada vez melhor
continue assim
o texto tá lindo assim,
discordo de qm acha q precisa d continuação
me identifiquei em cada linha. Cada palavra.
Olhos cheios de lagrimas.
É Mara!!!
Perfect, viajeii vii a história diante de meus olhos...
Patabééns ...
Que texto lindo!
Parabéns pra vooc viu moça !
Nossa
amei!
ficou perfeito demais
meus parabéns!
UauL.. Muito Bom... Lindoo' *---*
isso esta fantastico...é incrivel escreve muito...
amei mesmo virei uma super fã.....
beijos.
Mais que perfeito... A-DO-RE-I *-*
Virei fã!!!
Continuaçao porfavor.!!?
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